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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mais uma boa ideia para melhorar o sistema educacional no Brasil

Escola de SP não separa alunos por séries e troca disciplinas por projetos

Matemática e português e demais não são ensinados do modo convencional.
Rede municipal de SP tem dois modelos parecidos.


Escola Lumiar, em SP (Foto: Raul Zito/ G1) 
Na unidade de SP da Lumiar há assembleias semanais para discutir vários temas (Foto: Raul Zito/ G1)

Sem a separação clássica de alunos por série ou carteiras enfileiradas na sala de aula, escolas de São Paulo têm inovado na maneira de ensinar crianças do ensino fundamental. Inspiradas no modelo da Escola da Ponte, uma instituição pública localizada no Porto, em Portugal, criada em 1970, as unidades investem numa metodologia que não prevê, por exemplo, ensinar matemática ou história da forma convencional.

As disciplinas são embutidas em projetos interdisciplinares que mostram o sentido de sua aplicação. Para aprender geografia, vale dar uma volta pela cidade e no entorno da escola. Os conceitos da química ou a física podem ser encontrados em uma oficina de culinária ou na prática de esportes. Na rede municipal de São Paulo, pelo menos duas escolas trabalham dessa maneira, é o caso da Campos Salles, localizada na Favela do Heliópolis, Zona Sul, e da Amorim Lima, no Butantã, Zona Oeste. Na rede particular, há a escola Lumiar, que também possui uma unidade pública, na cidade de Santo Antônio do Pinhal, próxima de Campos do Jordão.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Menino de dez anos cria empresa de reciclagem e doa lucro para crianças sem-teto

http://super.abril.com.br/blogs/planeta/menino-de-dez-anos-cria-empresa-de-reciclagem-e-doa-lucro-para-criancas-sem-teto/

Marina Maciel 14 de fevereiro de 2013


Além de ir à escola, o que você fazia durante seu tempo livre aos dez anos de idade? Enquanto a maioria das crianças desta idade ainda está se familiarizando com o mundo, o menino norte-americano Vanis Buckholz assumiu o compromisso de torná-lo um lugar melhor para se viver. Acredite: ele é presidente de uma empresa de reciclagem em sua cidade natal, Corona del Mar, na Califórnia, e o negócio está indo muito bem.

Há três anos, Vanis criou a My ReCycler* e se tornou um dos mais jovens eco-empreendedores do mundo, com apenas sete anos de idade! A ideia surgiu na escola, quando aprendeu sobre a importância de reciclar. Foi assim que ele percebeu o tanto de coisas que poderiam ser reutilizadas que iam parar no lixo todos os dias. Mas é claro que, para fazer a empresa dar certo, ele contou com muito apoio!

“Meus pais disseram que iriam me ajudar e que nós deveríamos começar primeiro em casa. Eu fiquei muito surpreso com a quantidade de coisas que nós jogávamos fora. Depois de um tempo, comecei a guardar recicláveis de parentes e vizinhos”, conta o menino no site da iniciativa. Não demorou muito e ele começou a fazer essa coleta para todos os amigos também.

Nessa época, Vanis circulava pela cidade de patinete, recolhendo lixo na praia, nas ruas e nos parques, para separá-los em casa. “Meus pais me ensinaram a nunca poluir, então recolher lixo era algo que sempre fizemos. Mas agora faz parte do negócio”, diz.

A quantidade de material reciclável aumentou rapidamente e Vanis trocou o patinete por uma bicicleta com um pequeno reboque acoplado. Ele conquistou tantos clientes que, hoje, já percorre a cidade na caçamba de uma pick-up!



Como se já não fosse surpreendente o bastante para um menino ambicioso, quando a empresa cresceu, decidiu doar 25% dos lucros para o Project Hope Alliance*, que apoia crianças e famílias sem-teto do Condado de Orange. Inspirador, não?

“É muito fácil não fazer nada. Mas é muito bom fazer alguma coisa! Sempre digo a meus clientes que ‘qualquer coisa ajuda’. Mesmo uma simples garrafa”, conclui.

Conhece outros projetos inspiradores de jovens que ajudam a melhorar o mundo? A gente conhece vários!

Listamos abaixo:

Menina de oito anos faz campanha de combate à falta de água 
Canadense de 11 anos canta pela preservação de sua aldeia
Jovens voluntários salvam bairro em Santos

O garoto de favela que virou músico de orquestra
Garota vira modelo para salvar o planeta
Menina vai para o Haiti cuidar de crianças carentes
Garota cria linha de cosméticos não tóxicos
Meninas do dedo verde
*My ReCycler
*Project Hope Alliance

Fotos: Divulgação

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Excelente iniciativa!

Após levantar recursos, jovens brasileiros vão construir escola de bambu na Libéria

Imagem: Divulgação
Desde setembro de 2011 projeto arrecadou cerca de R$ 145 mil para construção de escola na África

  • Imagem: Divulgação
Em julho de 2012 o Instituto Lula publicou uma entrevista com o jornalista Vinícius Zanotti, que apresentava seu projeto de construir na Libéria uma escola de bambu, de baixo custo e sustentável. O objetivo era atender a cerca de 300 jovens, de 3 a 17 anos, que hoje estudam em uma estrutura absolutamente precária.

Nesse período, Vinícius e os outros participantes do projeto conseguiram arrecadar cerca de R$145 mil. Agora Vinícius está indo para a Libéria, onde deve ficar por seis meses, tempo estimado para a construção da edificação. A viagem poderá ser feita graças à doação de milhas de cartão de crédito que possibilitaram a emissão de alguns trechos gratuitamente.

Agora, pouco antes de embarcar para a África, Vinícius conversou novamente conosco sobre as expectativas do grupo para a realização do projeto.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Idéia interessante para dar uma cara atualizada ao ensino no Brasil

Rio inaugura escola sem salas, turmas ou séries

O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A maconha como porta de saída para o crack

Por Alexandre Criscione


 
O psiquiatra Dartiu Xavier explica como usuários de crack de São Paulo conseguiram se livrar da dependência da pedra com a substituição pela maconha.


Polêmicas à parte, deve-se encarar este fato como realidade científica e social, sem tabus históricos. Não estou aqui para defender o uso de qualquer droga, porém as drogas legalizadas, como o álcool e o cigarro, são muito mais portas de entrada às outras drogas do que a maconha, além de causarem mais danos coletivos e à própria saúde. 

Outras pesquisas científicas provam que a maconha não mata neurônios. Seus efeitos medicinais são mais do que comprovados e ela tem sido recomendada como cura para alguns casos, que vão de câncer, glaucoma, esclerose múltipla e até AIDS.

Segundo pesquisas, a maioria dos usuários de maconha não são dependentes (menos de 10% dos usuários o são). Em uma comparação feita pela Beckley Fundation com outras drogas, a maconha é, de longe, a menos viciante e menos prejudicial tanto para o indivíduo como para a sociedade:




Efeito intoxicante
Dependência
(dificuldade de abandonar o vício)
Grau de dependência
física
Cannabis
4° mais alto
Mais baixo
Fraco
Tabaco
5° mais alto
Mais alto
Muito forte
Álcool
Mais alto
4° mais alto
Muito forte
Cocaína
3° mais alto
3 ° mais alto
Forte mas não contínuo
Heroína
2 ° mais alto
2° mais alto
Muito forte


Intoxicação física
Perigo social
Cannabis
Muito fraco
Fraco
Tabaco
Muito forte
Inexistente
Álcool
Forte
Forte
Cocaína
Forte
Muito forte
Heroína
Forte
Muito forte


Cannabis
Tabaco
Heroína
Álccol
Acidentes de trânsito e outros tipos
*

*
**
Violência e suicídio



**
Morte por overdose


**
*
HIV


**
*
Cirrose



**
Doenças do coração

**

*
Doenças respiratórias
*
**


Câncer
*
**

*
Doenças mentais
*


**
Dependência
**
**
**
**





** = efeito importante * = efeito menos comum
 
Portanto, existem outras formas de ajudarmos os usuários de crack, ao invés de simplesmente os internarmos à força, como agora é aqui no Estado de São Paulo. Acho esta alternativa bem válida, com efetividade já comprovada. Por que não tentar?