Greve em vitrine do PSDB é ignorada pela mídia em São Paulo
Paralisação de quarenta dias no Poupatempo Lapa insurge-se contra modelo de gestão privatizada, que adota políticas salariais diferentes para o mesmo serviço. Criado em 1996, na gestão de Mario Covas, o programa concentra em um único local diversos serviços públicos, como emissão de cédula de identidade, carteira de motorista, certificado de antecedentes criminais, entre outros.
Da Redação - Agência Carta maior
Criado em 1996, na gestão de Mario Covas, o
programa concentra em um único local diversos serviços públicos, como
emissão de cédula de identidade, carteira de motorista, certificado de
antecedentes criminais entre outros. Seu sucesso foi instantâneo, por
agilizar a emissão de documentos que antes eram disponibilizados por
diversos órgãos governamentais. Atualmente há seis postos na capital
paulista, 22 nas principais cidades do interior, além de seis unidades
móveis.
Administrado pela Companhia de Processamento de Dados do
Estado de São Paulo (Prodesp), a gestão do Poupatempo é toda
privatizada. Isso gerou distorções em sua administração, pois cada
concessionária tem uma política de pessoal e diferentes faixas de
remuneração. A unidade Lapa, por exemplo, tem piso salarial de R$
655,40, enquanto o valor em outras unidades é de RS 953,52. A principal
bandeira é a equiparação.
Nesta segunda-feira (21), um ato de
protesto foi realizado na avenida Paulista pelos trabalhadores parados. O
julgamento da greve ocorre na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em
São Paulo.
A greve teve início dia 10 de dezembro. A unidade
Lapa tem capacidade para até 10 mil atendimentos diários. Os
trabalhadores terceirizados, o Sindicato dos Empregados em Empresas de
Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de
Mão-de-Obra (Sindeepres) e o Consórcio Lapa Poupatempo não chegaram a
acordo nas inúmeras reuniões e audiência de instrução e conciliação
realizada no dia 20 dezembro no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Vale perguntar: a cobertura da imprensa seria melhor se a greve não acontecesse contra um governo do PSDB?
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